Mais um vídeo que mostra a verdadeira face dos movimentos homossexuais! Até um homossexual esbravejou uma grande Blasfêmia "GOD IS DEAD" "DEUS ESTA MORTO", que Nossa Senhora os converta e nos proteja. Cristo VIVE e VENCE, Cristo Reina,Cristo Impera!
Mostrando postagens com marcador IPCO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IPCO. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
March for Life 2012-Mais um vídeo
Depois dizem que os jovens , a juventude em geral são todos pro-aborto mas vejo que a maioria demonstra ser contra. São a favor da vida!
Vídeo com a presença da verdadeira TFP
Vídeo com a presença da verdadeira TFP
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
A 103 ANOS NASCIA DR. PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA !
O CRUZADO DO SÉC. XX
MINHA SINGELA HOMENAGEM AO FUNDADOR DA TFP. GRANDE LÍDER E PENSADOR CATÓLICO. OBRIGADO NOSSA SENHORA, OBRIGADO SANTÍSSIMA TRINDADE QUE SOIS UM SÓ DEUS, PELOS DONS E GRAÇAS QUE FORAM DERRAMADOS NA VIDA DO SR. DR. PLINIO, E PELAS GRAÇAS QUE SUA OBRA TEM ALCANÇADO O IPCO, E AS TFPS AO REDOR DO MUNDO, E AS QUE TEMOS ALCANÇADO TAMBÉM!"

"O sorriso dos céticos jamais interrompeu a marcha daqueles que têm Fé"
Plínio Corrêa de Oliveira
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Reino de Maria
(Fonte: "Um homem, uma obra, uma gesta – Homenagem das TFPs a Plinio Corrêa de Oliveira", Capítulo V, 30. Inauguração da atual sede do Conselho Nacional da TFP)
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Cruzada do Rosário em Londres, por que não conseguimos fazer algo assim por aqui?
Repare que quem esta puxando o Terço é um membro da TFP.
sábado, 15 de outubro de 2011
Mentira orquestrada para impedir a defesa da família?
Jovens
voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira fazem campanha em
defesa da família por todo o Brasil. A quem interessa desprestigiar o
Instituto?
Daniel F.S. Martins
O site Correio do Brasil publicou matéria (13/10) intitulada Neonazistas brasileiros saem da toca?, no qual tenta colocar no mesmo ‘bolo’ grupos violentos de skinheads e entidades beneméritas em defesa da família.
Fazendo eco à calúnia iniciada pelo site IG (saiba mais), o articulista Eduardo Sales de Lima procura confundir o leitor. Após relatar o assassinato de um punk, perpetrado por grupos skinhead,
o artigo injeta o veneno, dizendo que tais grupos violentos ‘de extrema
direita’ inspiram-se em entidades que defendem a família e a
cristandade.Diz, por exemplo, “alguns [desses] jovens assistem a seminários promovidos pelo Instituto Plínio Correia de Oliveira (criador da TFP – Tradição, Família e Propriedade) e gostam dos escritos do jornalista Olavo de Carvalho.”
Como já dissemos em resposta ao IG, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira é uma entidade civil de inspiração católica e de orientação inteiramente pacífica e ordeira. Não há no artigo do Correio do Brasil – nem em qualquer outro lugar – nenhuma prova de qualquer incitamento à violência feito por nossa entidade. Mas há a insinuação maliciosa e intencional, isto é, calúnia.
O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
alegra-se de estar entre as associações que mais se destacam em defesa
da família, do futuro moral de nossos filhos, da livre iniciativa e da
propriedade particular.
Colocar a
pecha de “neonazista” em entidade que tantos esforços está despendendo
para defender princípios sagrados e fundamentais só pode favorecer os
que querem destruir o edifício moral do Brasil.
Estaremos diante do começo de uma manobra publicitária para
desmerecer e desprestigiar os inúmeros grupos que estão nascendo e se
desenvolvendo com o objetivo de defender o Brasil e a civilização
cristã?P.S.: Faço notar dois pontos:
1 – Curiosamente, tanto o site IG quanto Correio do Brasil escreveram da mesma maneira errada o nome deste Instituto. Será que não poderiam ter pesquisado melhor? E por que as duas erraram exatamente da mesma maneira?
2 – Alguns parágrafos do artigo do Correio do Brasil são claramente cópias maquiadas do artigo do IG. Repito: será o início de uma orquestração? Quem estará por detrás dela? Esperemos para ver. Já tenho minhas hipóteses…
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Mais uma aparição de Nossa Senhora aprovada pela Igreja
Por decreto de Mons. Ricken, bispo de Green Bay (EUA), são consideradas dignas de crédito as aparições da Santíssima Virgem à irmã Adele Brise em 1859
| |
Valdis Grinsteins
Muitos identificam os Estados Unidos com a tecnologia mais avançada do planeta. Palavras como internet, fax, raio laser, foguetes espaciais ou aviões invisíveis são normalmente relacionadas com aquele imenso país. Tudo quanto indique velocidade, rapidez, automatização, transmissão instantânea costuma estar associado à nação norte-americana. E foi justamente lá, onde a velocidade pareceria não ter limites, que em 8 de dezembro de 2010 se reconheceu como autêntica a primeira aparição mariana nos Estados Unidos... 151 anos depois do acontecimento.
Não será contraditório com o caráter da Igreja a morosidade dessa aprovação? Não é estranho que, logo no país onde tudo se faz rapidamente, a Igreja leve tanto tempo para determinar se foi autêntica ou não uma aparição? Não seria melhor não se pronunciar, devido ao risco de adversários da Igreja a qualificarem de arcaica, instituição de outros tempos, incapaz de se adaptar às velocidades contemporâneas?
Para horror dos adoradores da velocidade, podemos afirmar que a Igreja não tem pressa, porque ela possui a eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu. A um governo que dura cinco anos, ou a um homem que vive 80, cabe muito bem apressar-se em fazer o que deve. Mas a Igreja, com sua sabedoria de 2.000 anos, entende que cada obra tem seu tempo ideal para ser realizada, ou que chegou o momento de aprovar esta ou aquela aparição, trazendo à tona temas muito necessários aos dias atuais.
Voltas que dá uma vocação
Quando jovem, Adele Brise viveu na Bélgica, origem de sua família. Pertenceu a um grupo de fervorosas amigas, que tinham feito promessa de se tornarem religiosas. Mas em meados do século XIX seus pais decidiram emigrar da Bélgica rumo aos Estados Unidos, um país novo e meio desconhecido. Pior ainda, não iriam para uma cidade ou região já civilizada, mas se estabeleceriam no Wisconsin, então um local na fronteira entre a civilização e o desconhecido. Nem indícios de conventos havia por lá. Enquanto as amigas cumpriam a promessa, aos 24 anos ela obedeceu aos pais e partiu com seus familiares para o outro lado do mundo. Na região os imigrantes tendiam a ficar em fazendas muito distantes entre si; e devido à falta de igrejas, capelas ou escolas, iam perdendo a fé por falta de práticas religiosas.
Em outubro de 1859, Adele ia ao moinho levando um saco de grãos na cabeça, quando viu entre duas árvores uma Senhora vestida de branco. Assustada, não se moveu. A Senhora nada disse, e lentamente desapareceu, deixando uma nuvem branca no local. Adele terminou sua tarefa e retornou para casa, onde comentou com os pais o sucedido. Estes julgaram que talvez se tratasse de uma alma do Purgatório que necessitava de orações.
No domingo seguinte ela saiu para ir à missa, acompanhada de sua irmã e uma vizinha. A igreja ficava a 17 quilômetros de distância, e para lá chegar era necessário passar pelo mesmo local da aparição. Novamente Adele viu a Senhora de branco. Suas companheiras nada viram, mas ficaram impressionadas com o temor que notavam em Adele. Depois de algum tempo ela disse que a Senhora tinha desaparecido. Conversando sobre o assunto, concluíram novamente que seria uma alma do Purgatório.
No domingo seguinte ela saiu para ir à missa, acompanhada de sua irmã e uma vizinha. A igreja ficava a 17 quilômetros de distância, e para lá chegar era necessário passar pelo mesmo local da aparição. Novamente Adele viu a Senhora de branco. Suas companheiras nada viram, mas ficaram impressionadas com o temor que notavam em Adele. Depois de algum tempo ela disse que a Senhora tinha desaparecido. Conversando sobre o assunto, concluíram novamente que seria uma alma do Purgatório.
Conselho do confessor
| |
Após a missa, Adele se confessou com o Pe. Verhoef e narrou-lhe os dois episódios. O sacerdote disse-lhe para não ter medo, e que perguntasse à Senhora de branco o que desejava; se fosse uma mensageira de Deus, não lhe faria qualquer dano. No caminho de volta, no mesmo local, Adele viu novamente a Senhora, e desta vez notou que tinha uma fita amarela na cintura. Seguindo as indicações do confessor, perguntou: “Em nome de Deus, quem sois e o que desejais?”. E a Senhora lhe respondeu: “Sou a Rainha do Céu, que reza pela conversão dos pecadores, e desejo que faças o mesmo. Recebeste a Sagrada Comunhão hoje de manhã, e isso é bom. Mas tens que fazer mais ainda. Deves fazer uma confissão geral e oferecer a comunhão pela conversão dos pecadores. Se eles não se converterem e não fizerem penitência, meu Filho será obrigado a puni-los”.
Nesse momento as duas companheiras perguntaram a Adele com quem ela falava, pois não viam nada. Ela simplesmente lhes disse: “Ajoelhem-se, pois Ela diz ser a Rainha do Céu”. E as duas companheiras assim fizeram obedientemente, o que alegrou a Santíssima Virgem, pois disse: “Bem-aventurados os que acreditam sem ver”. E voltando-se para Adele, acrescentou: “Que fazes aqui parada, enquanto tuas companheiras trabalham na vinha de meu Filho?”. Era uma alusão direta ao fato de suas companheiras belgas terem cumprido a promessa de se tornarem religiosas, mas ela ainda permanecia como leiga. Ouvindo a reprovação de Nossa Senhora, ela se comoveu e perguntou:
— O que mais posso fazer, querida Senhora?
— Reúne as crianças deste país e mostra-lhes o que deveriam saber para se salvarem.
— Mas como lhes ensinarei, se eu mesma sei tão pouco?
— Ensina-lhes o catecismo, como fazer o sinal da cruz e como se aproximarem dos sacramentos; isso é o que desejo que faças. Vai e não tenhas medo. Eu te ajudarei.
Após este breve diálogo a Senhora levantou as mãos, como implorando uma bênção sobre aquelas que estavam a seus pés, e desapareceu lentamente.
Estimulada pela aparição, Adele começou a reunir as crianças e ensinar-lhes os princípios da fé católica. Em meio a numerosas provações, conseguiu construir uma escola para a finalidade, assim como congregou outras jovens para ajudá-la. Realizou também muitas peregrinações apostólicas para conclamar os pecadores à conversão. Nessa missão, ela chegava a caminhar mais de 80 quilômetros no meio de florestas, passando por todo tipo de perigos.
Finalmente em 1896, com a idade de 66 anos, Adele faleceu no cumprimento de sua vocação e foi enterrada na capela construída no local das aparições.
Relembrar verdades eternas
Voltamos aqui à questão de estarmos num momento adequado para se aprovar essas aparições e chamar a atenção sobre verdades elementares, que o progressismo e a atual decadência moral desejariam ver silenciadas.
No fundo, o que recomendou a Santíssima Virgem? O mesmo que a Igreja sempre ensinou: Que Deus deseja a conversão dos pecadores; que devemos trabalhar por isto; que devemos rezar e oferecer comunhões e sacrifícios nestas intenções; que se eles não se converterem, serão punidos; e que, se nos esforçarmos e perdermos o medo de atuar, conseguiremos muitíssimo em favor de nossos irmãos, com a confiança de que sempre Nossa Senhora nos ajudará.
Numa época em que as pessoas se esquecem da salvação da própria alma e vivem em função do dinheiro e dos prazeres, temos o dever de lembrar a todos que o verdadeiramente importante é a vida eterna, e que os sacramentos nos são indispensáveis para lá chegarmos. Pode haver melhor momento para alertar as almas sobre isso? Relembrando a propósito do reconhecimento dessa aparição o que nos dias de hoje é tão esquecido, mas que Ela sempre ensinou, a Igreja continua a exercer majestosamente sua obra providencial.
E-mail para o autor: catolicismo@terra.com.br
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Destruição da família, pressuposto para erradicação da civilização cristã
Autor: Paulo Roberto Campos
Fonte:Sou Conservador sim, e daí?
Para poder se dirigir aos discípulos do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira no Brasil, o Prof. David Magalhães iniciou sua palestra afirmando que teve de esperar duas décadas... E explica o motivo:
"Plinio Corrêa de Oliveira foi, segundo palavras de pessoas de reconhecida autoridade, ‘O Cruzado do Século XX’. Isto diz tudo! Num século em que abundaram covardes, abundaram paganistas, abundaram materialistas, ser ‘o Cruzado do Século XX’... tem muito valor!
"Os valores defendidos pelo Prof. Plinio — a tradição, a família e a propriedade — são valores fundamentos de nossa Civilização. E eu, muito jovem, tive contacto com eles de uma forma inusitada. Estávamos em 1990. O mundo ainda não estava livre da besta soviética — estava moribunda, mas não tinha morrido. O povo lituano sofria os últimos estertores da besta moribunda. Os tanques do exército vermelho invadiam a Lituânia esmagando pessoas, esmagando a liberdade e a fé do povo lituano. Eu, apesar de ter apenas 10 anos, assistia pelo noticiário essa brutalidade.
"Num dia, estava eu num supermercado com meu avô — felizmente ainda vivo, com seus muito lúcidos 82 anos e que se lembra bem do episódio — e vejo uns rapazes altos, dignos, com uns estandartes. O que estavam eles a fazer? Estavam a promover um abaixo-assinado (organizado por Plinio Corrêa de Oliveira) para a independência da Lituânia, para ela se ver livre do jugo soviético! Fui falar com os rapazes e disse:
— Eu quero assinar!
— Não, não pode, você só tem 10 anos, é muito pequenino para assinar.
— Mas eu quero assinar, pois sei do que se trata – eu acompanho o assunto pelo telejornal.
"Não imaginam a paciência que o pobre rapaz teve que ter para me convencer que eu não podia assinar. Fiquei tão triste, mas tão triste, que tive que esperar até hoje, esperar 21 anos, para poder tentar dar alguma colaboração às idéias de Plinio Corrêa de Oliveira! Antes tarde do que nunca...".
A ocasião tão longamente esperada se deu no dia 5 de setembro de 2011, por ocasião de concorrido evento promovido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira no Golden Tulip Paulista Plaza, prestigioso hotel da capital paulista. Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra com mestrado e doutorado em Ciências Jurídico-Históricas e cultor da História do Direito, o Prof. David Magalhães recebeu diversos prêmios acadêmicos em Portugal, é autor de vários livros, inclusive sobre a questão do chamado “casamento” homossexual, bem como articulista em importantes periódicos lusos.
A união entre pessoas do mesmo sexo foi sempre amparada por lei desde os primórdios da civilização? É o que afirma o movimento homossexual. É o que nega o ilustre conferencista. Mas este comprova sua tese e derruba os “argumentos” destituídos de provas do lobby homossexual, que se baseia tão-só em narrações e ficções literárias, e não na História. O Prof. Magalhães, especialista neste tema, demonstrou que NUNCA houve tal amparo legal ao “casamento” entre homens ou entre mulheres.
O palestrante comentou que o tema da noite — as ameaças ao casamento tradicional desde a Antiguidade — apesar de ser de índole histórica, é de suma atualidade: “Tais ameaças veem de muito longe, portanto, não é nada de novo. Assim, talvez não fosse mal estudarmos as gêneses dessas ameaças, vermos como outrora elas foram combatidas e tentarmos tirar lições para o presente. Sem as lições da história nunca poderemos saber de onde viemos e, portanto, não sabemos para onde vamos. A verdade é que, por incrível que pareça, muitas individualidades no meio acadêmico têm defendido que há um precedente histórico para ‘casamento’ entre pessoas do mesmo sexo. Por quê?”
Tal questão foi magistralmente respondida na conferência. Convido os leitores a ouvirem sua gravação na íntegra. O vídeo encontra-se disponível mais abaixo.
Mas apenas como “aperitivo”, segue um aperçu da importante exposição. Primeiramente, o Dr. David Magalhães ressaltou que muitos autores têm defendido que há precedentes históricos, desde a Roma Imperial, de casamento entre pares do mesmo sexo com amparo da lei então vigente. E que o principal defensor dessa teoria foi John Boswell, historiador norte-americano, que passou boa parte de sua vida tentando encontrar justificativas históricas para a homossexualidade, especialmente para o “matrimônio” entre homens. Por exemplo, ao afirmar que já era alusão a um “matrimônio” quando Cícero se refere a Marco Antonio como tendo sido tirado da prostituição e entregue a um romano chamado Cúrio. Mas historiadores sérios veem nesta afirmação não uma confirmação de “casamento”, mas que Cícero visava denegrir Marco Antonio — eles se odiavam —, insinuando que este subia na escala social de forma ilegítima. Isto num contexto de evidente acidez e sarcasmo.
O palestrante exemplificou com vários episódios da Antiguidade, aproveitados por apologistas do homossexualismo na tentativa de dar crédito às suas teorias, mas que não passam de sofismas a fim de “comprovar” a existência legalizada de matrimônio homossexual. São meras referências a núpcias, dotes, uniões, noivos, véus etc., que, entretanto, eram apenas termos empregados em relatos literários como figuras de linguagem, mimetismo ou simples farsas. Por outro lado, o conferencista leu documentos mostrando justamente o contrário. Por exemplo, o Codex Theodosianus [Código de Teodósio (9,7,3) — uma compilação das leis do Império Romano], referindo-se à constituição de 342, que proibia aos homens, sob pena de morte, de se casarem como se fossem mulheres.
Com essas meras referências literárias não se pode concluir que tenha havido no Direito Romano qualquer fundamento para admitir o “casamento” homossexual. O que se conclui é que as fontes jurídicas são contrárias a tais práticas antinaturais. As definições de matrimônio presentes no Direito Romano são taxativas no sentido da união do homem e da mulher. Nas Instituições de Justiniano (I.1,9,1) [manual elementar do ensino dos estudantes de Direito] definia o casamento como a união do homem e da mulher com intenção de viver em comunidade indissolúvel.
O jovem mestre de Coimbra — considerado autoridade no campo do Direito — enfatizou que desde os tempos imperiais não têm valor os “argumentos” de que as cerimônias descritas de modo metafórico fossem “casamentos” homossexuais: “Ora, se, na época clássica, textos jurídicos definem expressamente o matrimônio como a união entre homem e mulher, não parece que subsista o argumento de que aquelas cerimônias descritas em fontes literárias cronologicamente próximas eram matrimônios juridicamente reconhecidos”.
Outras fontes do Direito Romano clássico, citadas na conferência, comprovam justamente o oposto: somente a união entre um homem e uma mulher era considerada casamento. E que isso requeria três condições: 1º) Matrimonium: os nubentes tinham que ter capacidade natural, atingido a puberdade — não se podendo procriar, não há matrimônio; 2º) Afectio maritalis (Afeição conjugal): o acordo de vontade, o consentimento dos cônjuges de viver como marido e mulher com vistas à procriação de filhos legítimos; 3º) Conubium (Conúbio): o direito de casar-se legalmente.
Até mesmo “a própria figura do concubinatus (concubinato) assenta, já na época clássica, na união entre homem e mulher, embora sem a presença de affectio maritalis. Deste modo, dificilmente se poderia vislumbrar o reconhecimento de ‘casamentos’ entre homens no direito romano clássico (como os que são descritos nas fontes literárias), pois, mesmo quanto ao mero concubinatus, os textos jurídicos pressupõem sempre uniões heterossexuais — o que seria de estranhar se o “matrimônio” homossexual fosse reconhecido”.
Após deixar por terra todos os “argumentos” tentando dar legitimação histórica ao pseudo-matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, o Dr. David Magalhaes concluiu esta parte de sua exposição mostrando que, contrariamente às fontes literárias, as fontes jurídicas, notadamente o Direito Romano, não dão qualquer respaldo à legitimação histórica do “casamento” entre homens — apesar da existência de antinaturais práticas homossexuais no Império Romano decadente — “a noção de matrimonium e a sua disciplina no Direito Romano não oferecem incertezas a respeito do carácter heterossexual das uniões reconhecidas”.
Na segunda parte da conferência, o Prof. Magalhães tratou de como movimentos pró-homossexualidade estão procedendo em alguns países. Foi objeto de sua especial atenção o problema no Brasil, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (em 5 de maio deste ano) equiparando a “união estável”, de pessoas do mesmo sexo, a uma “entidade familiar”. Decisão qualificada por ele como um meio de rebaixar o matrimônio normalmente constituído segundo a ordem natural. Mostrou também que a Constituição brasileira (conforme o § 3º do art. 226 que prescreve: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”), assim como nosso Código Civil (art. 1.723) são claros e taxativamente estabelecem que a família só pode ser formada pela união de um homem com uma mulher, justamente para não pairar dúvidas de que família fosse qualquer “união estável”.
O conferencista afirmou ainda que o conceito de casamento não pode ser alterado por via interpretativa, como quiseram alguns juizes após aquela decisão do STF. E aduziu: “Qualquer tentativa de reconhecimento do ‘casamento’ homossexual, por via judicial, não passará — há que dizê-lo — de uma pura usurpação de funções legislativas, com a concomitante violação do princípio da separação de poderes”. O contrário seria infringir a lei fundamental, seria ignorar a tradição jurídica milenar, legada pelo Direito Romano e recebida pela nossa Civilização.
“Considerar que, onde se estabelece o homem e a mulher, se deve ler o homem e o homem ou a mulher e a mulher, ultrapassaria completamente o sentido gramatical possível do preceito, além de substituir a intenção do legislador ordinário pelo diametralmente oposto. Noutras palavras: ter-se-ia estabelecido uma disciplina genérica contrária à da lei ordinária e o STF arvorara-se em legislador positivo”.
Para dar ao leitor o “sabor” da brilhante exposição de argumentos contrários aos defensores da figura do casamento entre pessoas do mesmo sexo e daqueles que tentam encontrar precedentes históricos neste sentido, retornando incoerentemente aos tempos do paganismo e/ou indo além do paganismo, transcrevo textualmente suas palavras finais:
“Podemos afirmar sem rebuços que não há precedentes históricos de reconhecimento de ‘casamentos’ homossexuais. Nem uma única fonte jurídica pode ser invocada nesse sentido.
“A união entre homem e mulher surge como a única que sustenta o conceito jurídico de casamento que nos foi legado e que se consagrou nos sistemas jurídicos ocidentais.
“Voltamos, porém, ao ponto de partida (que se torna também um porto de chegada): verifica-se uma tendência de defesa de práticas e pensamentos caracteristicamente pagãos, que se revela tão forte e consistente que não pode ser vista como acidental ou isolada.
“Nada que Plinio Corrêa de Oliveira, em tantos escritos ao longo de décadas, não tivesse apontado com proficiência e lucidez. São inúmeros os seus trabalhos em que é identificada a subtil, mas contínua, propagação do paganismo no Ocidente. Desde a denúncia da brutalidade do paganismo nazi até à melíflua paganização social a que se assistiu durante o século XX. A propósito não é possível não citá-lo numa passagem de um artigo publicado no Catolicismo Nº 68, em agosto de 1956, com o seguinte título: ‘O princípio da gradualidade, regra ardilosa do progresso do mal’.
“‘Desejamos hoje pôr em evidência um dos princípios mais essenciais do triste roteiro seguido pelo Ocidente, partindo de suas tradições culturais e sociais cristãs, para o paganismo total, do qual já se acha tão próximo. Trata-se do princípio que chamaríamos da ‘gradualidade’. A corrupção, em sua longa marcha vitoriosa não fez saltos. Pelo contrário, soube progredir por etapas tão insensíveis que ninguém, ao longo da trajetória, prestava atenção ao deslizar das idéias, dos costumes e das modas. E com isto o caminho percorrido docilmente pela humanidade foi imenso...’. “Temos a certeza que o Autor destas palavras teria gostado que elas não fossem tão proféticas...
“Insatisfeitos pela sua estrondosa derrota política e econômica, os derrotados tentam agora continuar no plano sócio-cultural (embora não só) a batalha contra a civilização cristã ocidental, visando destruir as suas bases éticas e convivenciais.
“A alternativa que apresentam é a reposição da vivência pagã ou, até, daquilo que nem nos tempos do paganismo se legitimou. E já não de forma gradual, mas crescentemente agressiva e arrogante.
“Este é o desafio humano do nosso tempo: de um lado, o relativismo conducente ao paganismo, com a morte de inocentes, a dissolução da família e a transformação da criança em objeto de projetos egoístas; do outro, a civilização ocidental, inapelável e geneticamente baseada no cristianismo, com o homem como filho do Altíssimo e, por isso, respeitado e portador de irredutível dignidade.
“O Direito vai ter de refletir uma das alternativas. Não temos dúvidas de qual é a correta”.
__________
A seguir, aspectos do animado coquetel transcorrido após o evento.
No final, encontra-se disponível o vídeo da confêrencia do Prof. David Magalhães.
Fonte:Sou Conservador sim, e daí?
Para poder se dirigir aos discípulos do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira no Brasil, o Prof. David Magalhães iniciou sua palestra afirmando que teve de esperar duas décadas... E explica o motivo:
"Plinio Corrêa de Oliveira foi, segundo palavras de pessoas de reconhecida autoridade, ‘O Cruzado do Século XX’. Isto diz tudo! Num século em que abundaram covardes, abundaram paganistas, abundaram materialistas, ser ‘o Cruzado do Século XX’... tem muito valor!
"Os valores defendidos pelo Prof. Plinio — a tradição, a família e a propriedade — são valores fundamentos de nossa Civilização. E eu, muito jovem, tive contacto com eles de uma forma inusitada. Estávamos em 1990. O mundo ainda não estava livre da besta soviética — estava moribunda, mas não tinha morrido. O povo lituano sofria os últimos estertores da besta moribunda. Os tanques do exército vermelho invadiam a Lituânia esmagando pessoas, esmagando a liberdade e a fé do povo lituano. Eu, apesar de ter apenas 10 anos, assistia pelo noticiário essa brutalidade.
"Num dia, estava eu num supermercado com meu avô — felizmente ainda vivo, com seus muito lúcidos 82 anos e que se lembra bem do episódio — e vejo uns rapazes altos, dignos, com uns estandartes. O que estavam eles a fazer? Estavam a promover um abaixo-assinado (organizado por Plinio Corrêa de Oliveira) para a independência da Lituânia, para ela se ver livre do jugo soviético! Fui falar com os rapazes e disse:
— Eu quero assinar!
— Não, não pode, você só tem 10 anos, é muito pequenino para assinar.
— Mas eu quero assinar, pois sei do que se trata – eu acompanho o assunto pelo telejornal.
"Não imaginam a paciência que o pobre rapaz teve que ter para me convencer que eu não podia assinar. Fiquei tão triste, mas tão triste, que tive que esperar até hoje, esperar 21 anos, para poder tentar dar alguma colaboração às idéias de Plinio Corrêa de Oliveira! Antes tarde do que nunca...".
A ocasião tão longamente esperada se deu no dia 5 de setembro de 2011, por ocasião de concorrido evento promovido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira no Golden Tulip Paulista Plaza, prestigioso hotel da capital paulista. Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra com mestrado e doutorado em Ciências Jurídico-Históricas e cultor da História do Direito, o Prof. David Magalhães recebeu diversos prêmios acadêmicos em Portugal, é autor de vários livros, inclusive sobre a questão do chamado “casamento” homossexual, bem como articulista em importantes periódicos lusos.
A união entre pessoas do mesmo sexo foi sempre amparada por lei desde os primórdios da civilização? É o que afirma o movimento homossexual. É o que nega o ilustre conferencista. Mas este comprova sua tese e derruba os “argumentos” destituídos de provas do lobby homossexual, que se baseia tão-só em narrações e ficções literárias, e não na História. O Prof. Magalhães, especialista neste tema, demonstrou que NUNCA houve tal amparo legal ao “casamento” entre homens ou entre mulheres.
O palestrante comentou que o tema da noite — as ameaças ao casamento tradicional desde a Antiguidade — apesar de ser de índole histórica, é de suma atualidade: “Tais ameaças veem de muito longe, portanto, não é nada de novo. Assim, talvez não fosse mal estudarmos as gêneses dessas ameaças, vermos como outrora elas foram combatidas e tentarmos tirar lições para o presente. Sem as lições da história nunca poderemos saber de onde viemos e, portanto, não sabemos para onde vamos. A verdade é que, por incrível que pareça, muitas individualidades no meio acadêmico têm defendido que há um precedente histórico para ‘casamento’ entre pessoas do mesmo sexo. Por quê?”
Tal questão foi magistralmente respondida na conferência. Convido os leitores a ouvirem sua gravação na íntegra. O vídeo encontra-se disponível mais abaixo.
Mas apenas como “aperitivo”, segue um aperçu da importante exposição. Primeiramente, o Dr. David Magalhães ressaltou que muitos autores têm defendido que há precedentes históricos, desde a Roma Imperial, de casamento entre pares do mesmo sexo com amparo da lei então vigente. E que o principal defensor dessa teoria foi John Boswell, historiador norte-americano, que passou boa parte de sua vida tentando encontrar justificativas históricas para a homossexualidade, especialmente para o “matrimônio” entre homens. Por exemplo, ao afirmar que já era alusão a um “matrimônio” quando Cícero se refere a Marco Antonio como tendo sido tirado da prostituição e entregue a um romano chamado Cúrio. Mas historiadores sérios veem nesta afirmação não uma confirmação de “casamento”, mas que Cícero visava denegrir Marco Antonio — eles se odiavam —, insinuando que este subia na escala social de forma ilegítima. Isto num contexto de evidente acidez e sarcasmo.
O palestrante exemplificou com vários episódios da Antiguidade, aproveitados por apologistas do homossexualismo na tentativa de dar crédito às suas teorias, mas que não passam de sofismas a fim de “comprovar” a existência legalizada de matrimônio homossexual. São meras referências a núpcias, dotes, uniões, noivos, véus etc., que, entretanto, eram apenas termos empregados em relatos literários como figuras de linguagem, mimetismo ou simples farsas. Por outro lado, o conferencista leu documentos mostrando justamente o contrário. Por exemplo, o Codex Theodosianus [Código de Teodósio (9,7,3) — uma compilação das leis do Império Romano], referindo-se à constituição de 342, que proibia aos homens, sob pena de morte, de se casarem como se fossem mulheres.
Com essas meras referências literárias não se pode concluir que tenha havido no Direito Romano qualquer fundamento para admitir o “casamento” homossexual. O que se conclui é que as fontes jurídicas são contrárias a tais práticas antinaturais. As definições de matrimônio presentes no Direito Romano são taxativas no sentido da união do homem e da mulher. Nas Instituições de Justiniano (I.1,9,1) [manual elementar do ensino dos estudantes de Direito] definia o casamento como a união do homem e da mulher com intenção de viver em comunidade indissolúvel.
O jovem mestre de Coimbra — considerado autoridade no campo do Direito — enfatizou que desde os tempos imperiais não têm valor os “argumentos” de que as cerimônias descritas de modo metafórico fossem “casamentos” homossexuais: “Ora, se, na época clássica, textos jurídicos definem expressamente o matrimônio como a união entre homem e mulher, não parece que subsista o argumento de que aquelas cerimônias descritas em fontes literárias cronologicamente próximas eram matrimônios juridicamente reconhecidos”.
Outras fontes do Direito Romano clássico, citadas na conferência, comprovam justamente o oposto: somente a união entre um homem e uma mulher era considerada casamento. E que isso requeria três condições: 1º) Matrimonium: os nubentes tinham que ter capacidade natural, atingido a puberdade — não se podendo procriar, não há matrimônio; 2º) Afectio maritalis (Afeição conjugal): o acordo de vontade, o consentimento dos cônjuges de viver como marido e mulher com vistas à procriação de filhos legítimos; 3º) Conubium (Conúbio): o direito de casar-se legalmente.
Até mesmo “a própria figura do concubinatus (concubinato) assenta, já na época clássica, na união entre homem e mulher, embora sem a presença de affectio maritalis. Deste modo, dificilmente se poderia vislumbrar o reconhecimento de ‘casamentos’ entre homens no direito romano clássico (como os que são descritos nas fontes literárias), pois, mesmo quanto ao mero concubinatus, os textos jurídicos pressupõem sempre uniões heterossexuais — o que seria de estranhar se o “matrimônio” homossexual fosse reconhecido”.
Após deixar por terra todos os “argumentos” tentando dar legitimação histórica ao pseudo-matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, o Dr. David Magalhaes concluiu esta parte de sua exposição mostrando que, contrariamente às fontes literárias, as fontes jurídicas, notadamente o Direito Romano, não dão qualquer respaldo à legitimação histórica do “casamento” entre homens — apesar da existência de antinaturais práticas homossexuais no Império Romano decadente — “a noção de matrimonium e a sua disciplina no Direito Romano não oferecem incertezas a respeito do carácter heterossexual das uniões reconhecidas”.
Na segunda parte da conferência, o Prof. Magalhães tratou de como movimentos pró-homossexualidade estão procedendo em alguns países. Foi objeto de sua especial atenção o problema no Brasil, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (em 5 de maio deste ano) equiparando a “união estável”, de pessoas do mesmo sexo, a uma “entidade familiar”. Decisão qualificada por ele como um meio de rebaixar o matrimônio normalmente constituído segundo a ordem natural. Mostrou também que a Constituição brasileira (conforme o § 3º do art. 226 que prescreve: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”), assim como nosso Código Civil (art. 1.723) são claros e taxativamente estabelecem que a família só pode ser formada pela união de um homem com uma mulher, justamente para não pairar dúvidas de que família fosse qualquer “união estável”.
O conferencista afirmou ainda que o conceito de casamento não pode ser alterado por via interpretativa, como quiseram alguns juizes após aquela decisão do STF. E aduziu: “Qualquer tentativa de reconhecimento do ‘casamento’ homossexual, por via judicial, não passará — há que dizê-lo — de uma pura usurpação de funções legislativas, com a concomitante violação do princípio da separação de poderes”. O contrário seria infringir a lei fundamental, seria ignorar a tradição jurídica milenar, legada pelo Direito Romano e recebida pela nossa Civilização.
“Considerar que, onde se estabelece o homem e a mulher, se deve ler o homem e o homem ou a mulher e a mulher, ultrapassaria completamente o sentido gramatical possível do preceito, além de substituir a intenção do legislador ordinário pelo diametralmente oposto. Noutras palavras: ter-se-ia estabelecido uma disciplina genérica contrária à da lei ordinária e o STF arvorara-se em legislador positivo”.
![]() |
| À esquerda, o Dr. Ibsen Noronha, professor de História do Direito em Coimbra, que apresentou o conferencista |
“Podemos afirmar sem rebuços que não há precedentes históricos de reconhecimento de ‘casamentos’ homossexuais. Nem uma única fonte jurídica pode ser invocada nesse sentido.
“A união entre homem e mulher surge como a única que sustenta o conceito jurídico de casamento que nos foi legado e que se consagrou nos sistemas jurídicos ocidentais.
“Voltamos, porém, ao ponto de partida (que se torna também um porto de chegada): verifica-se uma tendência de defesa de práticas e pensamentos caracteristicamente pagãos, que se revela tão forte e consistente que não pode ser vista como acidental ou isolada.
“Nada que Plinio Corrêa de Oliveira, em tantos escritos ao longo de décadas, não tivesse apontado com proficiência e lucidez. São inúmeros os seus trabalhos em que é identificada a subtil, mas contínua, propagação do paganismo no Ocidente. Desde a denúncia da brutalidade do paganismo nazi até à melíflua paganização social a que se assistiu durante o século XX. A propósito não é possível não citá-lo numa passagem de um artigo publicado no Catolicismo Nº 68, em agosto de 1956, com o seguinte título: ‘O princípio da gradualidade, regra ardilosa do progresso do mal’.
“‘Desejamos hoje pôr em evidência um dos princípios mais essenciais do triste roteiro seguido pelo Ocidente, partindo de suas tradições culturais e sociais cristãs, para o paganismo total, do qual já se acha tão próximo. Trata-se do princípio que chamaríamos da ‘gradualidade’. A corrupção, em sua longa marcha vitoriosa não fez saltos. Pelo contrário, soube progredir por etapas tão insensíveis que ninguém, ao longo da trajetória, prestava atenção ao deslizar das idéias, dos costumes e das modas. E com isto o caminho percorrido docilmente pela humanidade foi imenso...’. “Temos a certeza que o Autor destas palavras teria gostado que elas não fossem tão proféticas...
“Insatisfeitos pela sua estrondosa derrota política e econômica, os derrotados tentam agora continuar no plano sócio-cultural (embora não só) a batalha contra a civilização cristã ocidental, visando destruir as suas bases éticas e convivenciais.
“A alternativa que apresentam é a reposição da vivência pagã ou, até, daquilo que nem nos tempos do paganismo se legitimou. E já não de forma gradual, mas crescentemente agressiva e arrogante.
“Este é o desafio humano do nosso tempo: de um lado, o relativismo conducente ao paganismo, com a morte de inocentes, a dissolução da família e a transformação da criança em objeto de projetos egoístas; do outro, a civilização ocidental, inapelável e geneticamente baseada no cristianismo, com o homem como filho do Altíssimo e, por isso, respeitado e portador de irredutível dignidade.
“O Direito vai ter de refletir uma das alternativas. Não temos dúvidas de qual é a correta”.
![]() |
| Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, no encerramento do evento |
A seguir, aspectos do animado coquetel transcorrido após o evento.
No final, encontra-se disponível o vídeo da confêrencia do Prof. David Magalhães.
sábado, 10 de setembro de 2011
População de Illinois diz NÃO ao “Casamento” Homossexual
Luís Felipe Escocard
Illinois, situado no centro-norte dos EUA, foi o sexto estado a aprovar a união civil de homossexuais, fato ocorrido este ano.Em reação a esta lei iníqua, diversas organizações estão fomentando coleta de assinaturas para a realização de um referendo visando colocar na constituição estadual a definição de casamento como sendo a união de um homem com uma mulher, como já ocorreu em 31 outros estados.
Com o objetivo de fortalecer os valores morais da família, a TFP norte-americana esteve lá promovendo mais uma caravana em favor do casamento tradicional, divulgando o folheto “10 Razões pelo qual o ‘Casamento’ Homossexual é Prejudicial e deve ser Combatido” (10 Reasons Why Homosexual “Marriage” is Harmful and Must be Opposed).
Além da capital, Springfield, e mais 8 municípios, foram realizadas várias campanhas em Chicago, a terceira maior cidade do país.
A grande maioria da população mostrou-se favorável a posição da TFP e os poucos discordantes resumiram seus argumentos a insultos, gestos e palavras obscenas. Três pessoas covardemente atiraram latas e garrafas de refrigerante de seus carros em alta velocidade, tentando agredir sem sucesso os caravanistas. Eis a tolerância que pregam!
Vários ativistas pro-família locais se uniram a caravana e todos se mostraram admirados e agradecidos com a ação enérgica e ordeira dos seguidores norte-americanos do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.
Segue abaixo alguns dados da Caravana:
Km percorridos: 3218.
Duração: 8 dias.
Horas de campanha: 26.
Integrantes: 11.
Cidades Percorridas: Springfield, Chicago, Aurora, Bradley, Crystal Lake, Joliet, Naperville, Palatine, Peoria, Rockford.
Fonte:IPCO
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Acampamento da TFP nos EUA(vídeo)
Acampamento da TFP nos EUA(vídeo)
Acampamento da TFP nos EUA, se aqui o IPCO faz e mto bem Imagine por lá !
Excelente para adolescentes e jovens!
O caráter militante do católico: prova de sua autenticidade
Diante dos erros que no início dos anos 30 começavam a minar os ambientes católicos, Plinio Corrêa de Oliveira passou a orientar a opinião católica no sentido de ressaltar o caráter militante da Igreja como condição necessária para o exercício do verdadeiro apostolado
Juan Gonzalo Larrain Campbell
O reitor da grande mesquita de Paris, Si Hamza Boubakeur, tido como “moderado”, afirmou: “Após ter durante séculos exagerado, tornado pesado e deformado o culto verdadeiro devido a Deus, os cristãos se mostram agora entusiasmados iconoclastas. [...] Seus altares estão mais ‘limpos’, mais simples, e as paredes das igrejas ficaram livres das imagens”. Em consequência dessas transformações ele diz sentir-se animado a um diálogo, porque a “Igreja cede cada vez mais, pensando erroneamente que se pode de modo impune e por razões efêmeras, ceder em detalhes sem ‘violar’ as leis eternas de Deus. Em verdade, alguns daqueles que a Igreja chamava outrora ‘soldados de Deus’, tornaram-se desertores [...]. Pois bem, nós muçulmanos não pretendemos ceder em nada em matéria de dogma e de práticas religiosas”.1
Por sua vez, um “teólogo” muçulmano declarou: “Se os ‘vossos’ [os ocidentais] e vós tendes respeito pelo nosso modo de pensar e por nossa religião, é porque ela vos domina, e porque vós careceis de confiança na vossa. [...] Pois bem, para nós não pode existir neste terreno nenhuma ambigüidade. [...] Quando duas religiões se enfrentam, não é para se compararem e trocarem saudações, senão para combaterem-se uma à outra. É por isto que jamais ouvireis dizer que nós respeitamos vossa religião. [...] De vossa parte, esse respeito a nossa religião parece uma abdicação: Vós renunciais a impor-nos a vossa fé, mas nós jamais renunciaremos a expandir o Islã”.2
Frases insolentes? Sem dúvida. Falsas? Infelizmente, não.
Ante nossos olhos está patente — e devidamente documentada na edição de Catolicismo de agosto de 1994 — a verdadeira invasão da Europa por mais de 20 milhões de muçulmanos; invasão que de lá para cá não tem feito senão crescer.
A pergunta que salta aos olhos é: como se chegou a isto? Qual a gênese desta dramática deserção do mundo católico? É o que passamos a responder no limitado espaço deste artigo.
Até a década de 30, a atitude da Igreja – isto é, do conjunto de sua Hierarquia encabeçada pelo Santo Padre e da totalidade de seus ensinamentos – era de militância face aos revolucionários.3 Entre estes se destacavam o comunismo com todos os seus matizes, e a heresia modernista, condenada pelo Papa São Pio X em 1907 e renascida das cinzas com o nome de progressismo.
A posição militante dos católicos constituía um dos maiores obstáculos à Revolução gnóstica e igualitária em seu desígnio de conquistar o maior número de adeptos.
Para a remoção de tal obstáculo importava modificar a mentalidade dos católicos, para que abandonassem essa posição de integridade e fossem apertar a mão convidativa à colaboração que traiçoeiramente os revolucionários lhes estendiam.
E um dos pontos mais sensíveis para essa modificação consistia em ir eliminando muito sutilmente da consciência dos católicos a noção do caráter militante da Igreja e de seus membros.
Percebendo essa manobra revolucionária desde o seu nascedouro, na remota década de 1930, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira insistiu incontáveis vezes nas páginas do Legionário sobre o caráter militante de que deve se revestir todo verdadeiro filho da Igreja.
Passaremos a ilustrar, com alguns de seus muitos textos, um aspecto essencial da missão verdadeiramente profética do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira4: a de orientar, como leigo, a opinião católica para evitar que esta se desviasse do caminho que a Igreja tinha seguido até então nessa matéria.
Ser cristão não é só ser um crente, é ser soldado
Já quando se iniciavam os preparativos para a formação da Constituinte de 1933, Dr. Plinio traçava o plano de luta que os católicos deviam seguir, defendendo assim o caráter militante da Igreja contra a moleza insidiosamente soprada em certos círculos pré-progressistas:
“Ser cristão não é só ser um crente, é ser também um soldado. É saber descer à arena da luta de opiniões, ostentando com firmeza nossos princípios. É não ter medo de adquirir inimizades, se for necessário. É não ter medo de atrair sobre si antipatias. É, em suma, sacrificar-se”.5
Preservar os filhos da luz das infiltrações do erro
A avalanche de informações falsas dos acontecimentos mundiais despejada pela mídia sobre a opinião católica produzia nesta uma noção viciada dos problemas contemporâneos. Ante esse fenômeno morboso o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira definia em 1935 a missão do “Legionário”, que não era senão a assumida por ele mesmo durante toda a vida:
“No entanto, é necessário que não percamos de vista que a principal finalidade do ‘O Legionário’ é de orientar a opinião dos que já são católicos. E estamos certos de que, realizando esta obra, ela preencherá uma verdadeira lacuna. Realmente, a falta de instrução religiosa em nosso povo é imensa. E como conseqüência, muita gente há que, recebendo as informações sobre o que se passa no mundo inteiro através dos jornais diários, adquire uma noção inteiramente viciada de todos os grandes problemas contemporâneos. Assim, a maioria dos católicos ingere sem antídotos todos os venenos que lhe são ministrados pela imprensa quotidiana”.
E prosseguia, alertando os católicos sobre a necessidade da energia apostólica contra o mal, provando que esta não fere a caridade: “Ora, se é certo que é com mel que se caçam moscas, é com cercas de arame farpado que se devem cercar os campos onde não se quer que penetre o lobo devorador.
“Não quer isto dizer que devamos infringir os gravíssimos deveres que nos são impostos pela caridade. Há uma certa forma de ser caridoso e severo, que nos faz alvejar o erro ou o vício, sem atingir quem erra ou quem peca, ou melhor, levando ao pecador o mais ardente de nosso afeto fraternal, o mais delicado de nosso carinho em Cristo”.6
Erram os que condenam as manifestações vigorosas da fé
Um dos principais erros que se esgueiravam através do progressismo consistia na difusão implícita ou explícita da idéia de que era inoperante afirmar de modo vigoroso e destemido as verdades da fé e condenar energicamente os erros opostos à doutrina da Igreja. E que, em conseqüência, só era eficaz a tática das concessões e do sorriso permanente em relação aos infiéis.
O insigne líder católico sustentava o contrário dessa concepção errônea, servindo-se do exemplo de energia do Beato Pio IX ao decidir atuar no Concilio Vaticano I, apesar das oposições:
“Em primeiro lugar, todos os católicos militantes deram sua adesão incondicional. No seio do povo, as verdades definidas pela Igreja foram aceitas graças ao vigor com que a Igreja as promulgara. Até nos círculos intelectuais, o vigor com que agira o Papa lhe atraiu o respeito geral, e todo o mundo começou a respeitar e se interessar por uma Igreja dotada de tal vitalidade”.
E acrescentava: “Evidentemente, ninguém pode negar o alcance deste acontecimento histórico. Erram os que condenam as manifestações vigorosas da Fé, e que julgam imprudente e contraproducente qualquer gesto de energia e de vigor combativo, dos filhos da Luz contra os filhos das Trevas”.7
Apostolado: só na base a sorrisos e carícias?
Em artigo publicado uma semana depois, o destemido articulista atacava uma vez mais o erro contido na afirmação de que a tática do sorriso era a única solução válida no apostolado:
“Erram os que supõem ser o apostolado viável unicamente por meio de sorrisos e carícias. É certo, certíssimo, incontestável, que ele não pode ser feito a não ser com caridade. Mas que a caridade consiste em ostentar para gregos e troianos, filhos da luz e filhos das trevas, pecadores arrependidos como a Madalena ou impenitentes como os fariseus e os mercadores do Templo, o mesmo semblante perpetuamente desanuviado e inexpressivamente risonho, é errar gravemente. Errar, não apenas porque não é este o ensinamento da Santa Igreja, que armou contra os mouros as cruzadas, e instituiu contra os hereges o Santo Ofício romano e as fulminações das penas canônicas, mas ainda porque é colidir com os ensinamentos dos Santos Evangelhos que, se de um lado, nos mostram o Salvador afável e misericordioso para com os pecadores que queria atrair a Si, também O mostram inexorável e terrível para com os pecadores que se mantinham obstinados na impenitência”.8
Arrancar a máscara: primeira obra de apostolado
Defendendo os católicos contra os artifícios dos hereges, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sustenta que arrancar-lhes a máscara é a primeira obra de apostolado:
“Deste artifício dos hereges, temos um precioso ensinamento a tirar. Evidentemente, temem eles levantar a máscara, e atacar diretamente a Igreja. E a razão está em que eles estão bem persuadidos de que, se atacarem a Igreja, ninguém dentre os católicos deles se acercará.
“Assim, se não queremos que os católicos deles se acerquem, devemos evidentemente tomar a iniciativa de lhes arrancar a máscara, e, em todos os trabalhos que fizermos contra a heresia, tratar de declarar logo de início que se trata de erro incompatível com a doutrina da Igreja. [...]
“Assim, pois, arrancar a máscara é, para nós, a primeira obra de apostolado. Realmente, do que no Brasil se deve cuidar, não é de que a heresia seja um problema resolvido, mas de que ela não venha a se tornar problema.
“Nossa luta ainda é sobretudo preventiva. E, assim, sem prejuízo de utilização de outros meios de luta, o desmascaramento do adversário deve ser nossa principal preocupação”.9
A mania de condescender dilata os espaços da dúvida
A relativização das verdades da doutrina católica é inerente aos católicos “pacifistas” opostos ao caráter militante da Igreja, que introduzem na mentalidade dos fiéis o espírito de dúvida. Este erro foi também denunciado por Dr. Plinio:
“Evidentemente, essa vacilação, em um verdadeiro católico, não se pode referir a certas verdades já irretorquivelmente definidas pela Igreja. Mas há um sem número de aplicações práticas de princípios, ou de deduções doutrinárias a respeito de princípios já definidos, em que essa fraqueza se manifesta. Em lugar de se procurar, na utilização doutrinária ou prática dos princípios a verdade, toda a verdade, e só a verdade, as reflexões feitas a este respeito se deixam imbuir mais ou menos pela preocupação de condescender com os erros do século. E, assim, em vez de procurar tirar do tesouro das verdades católicas todos os frutos de ordem intelectual e moral que contêm, procura-se saber mais o que pode ser rotulado como discutível e portanto como matéria livre, do que o que pode ser rotulado como verdadeiro, e portanto como matéria certa.
“Em outros termos, a mania invariável de condescender leva muita gente a procurar dilatar os espaços intelectuais reservados à dúvida. Em presença de uma afirmação deduzida da doutrina católica, a pergunta deveria ser esta: posso incorporar mais essa riqueza ao patrimônio de minhas convicções? Não, em geral é esta outra: que razões posso descobrir, para duvidar também disto?”10
Flagelar, denunciar e fulminar como Nosso Senhor
No artigo intitulado “Não tratemos aos lobos como ovelhas perdidas”, Dr. Plinio prossegue sua denúncia contra as tendências dialogantes que viam na doçura o único meio de apostolado. Assim, contra a deformação sentimental da figura de Nosso Senhor Jesus Cristo propalada nos meios da Ação Católica, escrevia ele:
“E compreendamos enfim que a imitação de Nosso Senhor Jesus Cristo por nós só será perfeita no dia em que soubermos, não apenas perdoar, consolar e afagar, mas ainda no dia em que soubermos flagelar, denunciar e fulminar como Nosso Senhor.
“Há muitos católicos que consideram os episódios do Evangelho em que aparece o santo furor do Messias contra a ignomínia e a perfídia dos fariseus como coisas indignas de imitação. É ao menos o que se depreende do modo como eles consideram o apostolado. Falam sempre em doçura e procuram sempre imitar essa virtude de Nosso Senhor. Que Deus os abençoe por isto. Mas, por que não procuram eles imitar as outras virtudes de Nosso Senhor?
“Muito frequentemente, quando se propõe em matéria de apostolado um ato de energia qualquer, a resposta invariável é de que é preciso proceder com muita brandura ‘a fim de não afastar ainda mais os transviados’. Poder-se-á sustentar que os atos de energia têm sempre o invariável efeito de ‘afastar ainda mais os transviados’? Poder-se-ia sustentar que Nosso Senhor, quando dirigiu aos fariseus suas invectivas candentes, fê-lo com a intenção de ‘afastar ainda mais aqueles transviados’? Ou porventura se deveria supor que Nosso Senhor não sabia, ou não se preocupava com o efeito ‘catastrófico’ que suas palavras causariam aos fariseus? Quem ousaria admitir tal blasfêmia contra a Sabedoria Encarnada, que foi Nosso Senhor?
“Deus nos livre de preconizar o uso de energia e dos processos violentos como único remédio para as almas. Deus nos livre também, entretanto, de proscrever estes remédios heróicos de nossos processos de apostolado. Há circunstâncias em que se deve ser suave e circunstâncias em que se deve ser santamente violento. Ser suave quando as circunstâncias exigem violência, ou ser violento quando as circunstâncias exigem suavidade, há nisto sempre um grave mal”.
No mesmo artigo, sempre mostrando os aspectos de Nosso Senhor ocultados em certos meios da Ação Católica, o articulista orientava os fiéis para que não se deixassem arrastar por esse espírito oposto à doutrina da Igreja:
“Nosso Senhor não nos fala somente em ovelhas perdidas que o Pastor vai buscar pacientemente no fundo dos abismos, ensangüentadas pelos espinhos em que lamentavelmente se feriram. Nosso Senhor nos fala também em lobos rapaces, que circundam constantemente o redil, à espreita de uma ocasião para nele se introduzirem disfarçados com peles de ovelhas. Ora, se é admirável o Pastor que sabe carregar aos ombros com ternura a ovelha perdida; o que dizer do Pastor que abandona suas ovelhas fiéis para ir buscar ao longe um lobo disfarçado em ovelha, que toma o lobo aos ombros amorosamente, abre ele próprio as portas do redil, e com suas mãos pastorais coloca entre as ovelhas o lobo voraz?”11
O catolicismo apresentado sem sacrílegas maquiagens
Combatendo as tendências e doutrinas daqueles que propugnavam a adaptação da Igreja ao mundo, Dr. Plinio insistia:
“Assim, a franqueza apostólica foi sempre uma regra fundamental de todo proselitismo católico. Excetuadas certas situações especialíssimas, o interesse da Igreja consiste em fazer com que seus arautos a proclamem sem desfiguramentos, sem diluições, sem covardes adaptações ao espírito da época.
“Se em todos os tempos esta foi a regra, hoje, mais do que nunca esta atitude se impõe. Ela já não constitui só um ato de elementar coerência com nossos princípios, mas medida de soberana sabedoria estratégica. Saibam-no todos os maníacos de ‘adaptações ao sabor da época’: vivemos em uma era de radicalismo, e a adaptação de nossos processos de propaganda à época consiste em mostrar o catolicismo em sua expressão mais radical, despido das sacrílegas maquillages com que muita gente gostaria de desfigurar a sua fisionomia.”12
Perdão e a misericórdia, sim; estupidez e cretinice, não
Refutando um jornalista nazistóide que negava sutilmente o caráter militante do Evangelho, insinuando que este só ensinava o perdão e a misericórdia, Dr. Plinio atacava uma vez mais a unilateralidade com que a doutrina católica era apresentada:
“A doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo prega certamente o perdão e a misericórdia, mas não prega a cretinice. Quando um adversário investe contra nós para nos roubar os maiores bens da alma e do corpo, é para nós um direito sagrado, a defesa, e mais do que isto constitui um grave e imperioso dever. Assim, os cruzados, por exemplo, não duvidaram em efundir sangue sarraceno para libertar o Santo Sepulcro e as Cristandades do Oriente. A Inquisição não duvidou em acender fogueiras para defender a fé e a civilização... e tanto não duvidou, que até passou consideravelmente da conta e dos limites. E quantos outros casos análogos não poderíamos citar! Santa Joana d'Arc, por exemplo, não fechou o Evangelho quando partiu em guerra para a libertação de sua Pátria, mas cumpriu um altíssimo dever evangélico quando o fez. O que pensa, pois, nosso jornalista de tudo isto?
“Querem saber o que provavelmente pensa? Terá tido um calafrio lendo o que dissemos, e terá pensado que somos muito atrasados, porque Religião não é cruzada, nem Santa Joana d'Arc. Religião é... doçura... ou seja imbecilidade!
“Religião é doçura, sim. Mas só é doçura nos casos em que a doçura não se confunde com estupidez”.13
* * *
Concluímos constatando que foi a perda da militância e a conseqüente condescendência para com o erro, o que levou os inimigos externos e internos da Igreja a desafiá-la insolentemente; ou pior, a deformar os meios católicos por dentro.
Se a mentalidade “pacifista”, “dialogante”, entreguista, emoliente e desertora logrou penetrar em tantos meios católicos a partir de amplos setores da Ação Católica, tal não se deveu à falta de insistência do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Ele apontou a militância como condição de autêntica catolicidade, doutrina que ele ensinou e incentivou por todos os meios ao seu alcance até o fim de sua vida.
A responsabilidade pelas apocalípticas defecções dos católicos perante a Revolução – algumas delas produzindo frutos que estão descritos nas frases dos seguidores de Maomé, citadas no início deste artigo – se deve ao espírito igualitário, liberal, acomodatício e oportunista, numa palavra revolucionário, assumido por incontáveis eclesiásticos e leigos de todo o mundo a partir dos anos 30.
Catolicismo deposita sua total confiança no poderoso auxílio de Nossa Senhora, a fim de que, sejam quais forem as circunstâncias, jamais nos arredemos do caminho encetado pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, que contra o insidioso espírito dos espúrios compromissos afirmava em 1944:
“Se Deus quiser, a política do ‘Legionário’ continuará sempre a mesma [...] fazendo pactos só com Deus, seus anjos e seus santos, desprezando pois, inteiramente, todos os sofismas que o levariam a manchar a pureza imaculada da doutrina católica”.14
Fonte:Revista Catolicismo,mês de Julho 2011
E-mail para o autor: catolicismo@terra.com.br
_________
Notas:
1. Traité moderne de théologie islamique, Cheik Si Hamza Boubakeur, in Augier Pierre, Dialoguer avec l’Islam?, Centro Montauriol, IV Congresso de Peregrinações a Lourdes, pp. 27 e ss.
2. Bruno Etienne, L’Islamisme radical, Hachette, Paris, 1987, pp. 22-23.
3. Empregamos a palavra Revolução e revolucionário no sentido que lhes atribui Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Revolução e Contra-Revolução.
4. Sobre o profetismo no Novo Testamento, cfr. Juan Gonzalo Larrain Campbell em: Plinio Corrêa de Oliveira: Previsiones y Denuncias em defensa de la Iglesia y de la civilización cristiana (Petrus Editora, rua Visconde de Taunay, 363, Bom Retiro – 01132-000 – São Paulo – SP – pp. 197-202).
5. Nossas reivindicações políticas, “Legionário” no. 74, de 8 de fevereiro de 1931.
6. Ofensiva?, “Legionário” no. 181, de 29 de setembro de 1935.
7. A estratégia apostólica de Pio IX, “Legionário” no. 326, de 11 de dezembro de 1938.
8. A estratégia apostólica de Leão XIII, “Legionário” no. 327, de 18 de dezembro de 1938.
9. Desmascarar, “Legionário” no. 446, de 30 de março de 1941.
10. Nós também... “Legionário’” no. 448, de 13 de abril de 1941.
11. Não tratemos os lobos como ovelhas perdidas, “Legionário” no. 472, de 28 de setembro de 1941.
12. Arautos do Divino Rei, “Legionário” no. 478, de 9 de novembro de 1941.
13. 7 dias em revista, “Legionário” no. 534, de 1º. de novembro de 1942.
14. O discurso de Churchill, “Legionário” no. 617, de 4 de junho de 1944.
N.B.: Os negritos que figuram neste artigo são nossos.
Notas:
1. Traité moderne de théologie islamique, Cheik Si Hamza Boubakeur, in Augier Pierre, Dialoguer avec l’Islam?, Centro Montauriol, IV Congresso de Peregrinações a Lourdes, pp. 27 e ss.
2. Bruno Etienne, L’Islamisme radical, Hachette, Paris, 1987, pp. 22-23.
3. Empregamos a palavra Revolução e revolucionário no sentido que lhes atribui Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Revolução e Contra-Revolução.
4. Sobre o profetismo no Novo Testamento, cfr. Juan Gonzalo Larrain Campbell em: Plinio Corrêa de Oliveira: Previsiones y Denuncias em defensa de la Iglesia y de la civilización cristiana (Petrus Editora, rua Visconde de Taunay, 363, Bom Retiro – 01132-000 – São Paulo – SP – pp. 197-202).
5. Nossas reivindicações políticas, “Legionário” no. 74, de 8 de fevereiro de 1931.
6. Ofensiva?, “Legionário” no. 181, de 29 de setembro de 1935.
7. A estratégia apostólica de Pio IX, “Legionário” no. 326, de 11 de dezembro de 1938.
8. A estratégia apostólica de Leão XIII, “Legionário” no. 327, de 18 de dezembro de 1938.
9. Desmascarar, “Legionário” no. 446, de 30 de março de 1941.
10. Nós também... “Legionário’” no. 448, de 13 de abril de 1941.
11. Não tratemos os lobos como ovelhas perdidas, “Legionário” no. 472, de 28 de setembro de 1941.
12. Arautos do Divino Rei, “Legionário” no. 478, de 9 de novembro de 1941.
13. 7 dias em revista, “Legionário” no. 534, de 1º. de novembro de 1942.
14. O discurso de Churchill, “Legionário” no. 617, de 4 de junho de 1944.
N.B.: Os negritos que figuram neste artigo são nossos.
sábado, 30 de julho de 2011
Rejecting Socialism(Rejeitando o socialismo!)
Campanhas da TFP norte-americana contra o socialismo e suas práticas, e ataques de um elemento,contra os caravanistas, mas com o apoio de vários! Viva a TFP,viva o IPCO que Nossa Senhora os ajude na luta contra revolucionária! Que possam haver sempre pessoas dispostas a lutar contra a revolução!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
CRISTOFOBIA: Por que são mortos e perseguidos os cristãos de hoje?
A cada cinco minutos um Cristão é morto por causa de sua Fé.
Ou seja, todo ano 105 mil pessoas são brutalmente assassinadas por professarem Jesus Cristo como Salvador da humanidade.
Isto sim é perseguição, ódio e violência contra um povo que simplesmente tem a Cruz de Nosso Senhor como estandarte.
Para abordar mais este tema, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira convida você para participar da palestra:
os cristãos de hoje?
A palestra vai acontecer dia 04 de agosto a partir das 19 horas no auditório do Colégio São Bento (ver mapa).
O palestrante será o Consultor do Parlamento Europeu, Doutor Alexandre de Valle.
Ele virá de Barcelona especialmente para este evento e possui um vastíssimo currículo, incluindo vários livros publicados sobre a
questão do Islã, da perseguição religiosa e do terrorismo.
questão do Islã, da perseguição religiosa e do terrorismo.
O Doutor Alexandre também é professor de relações internacionais na Universidade de Metz, na França; consultor de geopolítica para várias importantes instituições européias e famoso articulista na área.
Renato, o assunto é sério e merece atenção.
Enquanto uma minoria faz passeata e aparece na mídia falando de casos isolados do que chamam de “homofobia”, milhares de cristãos SÃO MORTOS em conseqüência do ódio contra a fé em Cristo.
Mas esta questão quase não aparece na imprensa brasileira.
Por isso você não pode deixar de participar da palestra:
perseguidos os cristãos de hoje?
Você terá dados concretos sobre a perseguição aos cristãos e subsídios essenciais para fazer frente a essa investida que procura banir o cristianismo do mundo.
Renato, a defesa de nossa fé está em jogo!
A realidade é macabra. Assassinatos, intimidações, ameaças e humilhações fazem parte da vida de muitos cristãos, e você
e eu precisamos divulgar estes dados alarmantes.
e eu precisamos divulgar estes dados alarmantes.
Encaminhe este e-mail a seus amigos, familiares e demais contatos na internet para esta palestra.
Vamos defender a nossa fé!
Atenciosamente,

P.S.: Não deixe para depois, inscreva-se aqui e garanta sua participação na palestra: CRISTOFOBIA: Por que são mortos e
perseguidos os cristãos de hoje?
Ao final da palestra será servido um cocktail para você conhecer cristãos que, como você, também tem interesse em defender o direito
perseguidos os cristãos de hoje?
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Fotos da Sagrada Imagem de Nossa Senhora de Fátima em visita ao Brasil em 2011
Estas fotos são da igreja do Imaculado Coração em Cardoso Moreira,RJ
Esta abaixo é da sede do IPCO em Campos,RJ

Assinar:
Postagens (Atom)


















