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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Bento XVI: Não precisamos imitar os pentecostais. “Uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental”.

FRATRES IN UNUM

 

um golpe nos RCCISTAS

DEO GRATIAS! VIVA O PAPA!



O Papa Bento XVI inicia hoje uma viagem apostólica de dois dias ao Benim, África. Durante o vôo, o Santo Padre respondeu às tradicionais perguntas dos jornalistas presentes em sua delegação. Entre elas, uma a respeito do crescimento das seitas pentecostais no continente africano:
Essas comunidades são um fenômeno global, em todos os continentes. Naturalmente, elas estão presentes sobretudo, de formas diferentes, na América Latina e na África. Diria que seus elementos característicos são muito pouca “institucionalidade” e poucas instituições, dando pouco peso a instituições; uma mensagem que é simples, fácil e compreensível, e aparentemente concreta; e, como você disse, uma liturgia participativa expressando os sentimentos da cultura local, com uma abordagem da religião um tanto sincretista. Tudo isso lhes garante, por um lado, algum sucesso, mas também implica uma falta de estabilidade. Sabemos que alguns [seguidores desses grupos] voltam à Igreja Católica, ou se mudam de uma dessas comunidades para outra.
Então, nós não precisamos imitar essas comunidades, mas devemos nos perguntar o que podemos fazer para dar nova vida à fé Católica. Eu sugeriria, como um primeiro ponto, uma mensagem que é simples e compreensível, mas também profunda. [...]
Segundo, é importante que nossas instituições não sejam pesadas. O que deve predominar é a iniciativa da comunidade e da pessoa. Finalmente, eu diria que uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental. A liturgia não deve ser simplesmente uma expressão de sentimentos, mas deve emergir a presença e o mistério de Deus no qual ele entra e pelo qual nós nos permitimos ser formados.
Por último, com relação à inculturação, diria que é importante não perdermos a universalidade. Eu preferiria falar de “inter-culturação”, não tanto inculturação. É uma questão de um encontro entre culturas na verdade comum de nossos seres enquanto humanos, em nosso tempo. Então, crescemos numa fraternidade universal. Não devemos perder essa grande coisa que é a catolicidade, de que em todas as partes do mundo somos irmãos e irmãs, somos uma família, onde conhecemos cada um e colaboramos num espírito de fraternidade.
A introdução ao missal das celebrações pontifícias (pág. 11) demonstra como Bento XVI pretende enfatizar essa catolicidade, particularmente na liturgia da Santa Missa a ser celebrada no domingo, no Estádio da Amizade:
Neste grande dia de encontro eucarístico do Santo Padre com toda a África múltipla em seus costumes e em suas línguas, não hesitamos em empregar a língüa da Igreja Universal, o latim, que tem a vantagem de unificar a oração de nossa assembléia tão diversificada e de manifestar assim a união das vozes e dos corações no canto gregoriano (Missa de Angelis) e na escolha do cânon romano (Oração Eucarística I).

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Padre Lombardi: resposta da FSSPX deve ser rápida.

fonte: Fratres in Unum

Integristas: as propostas do Vaticano
Le Figaro | Tradução: Fratres in Unum.com – A Santa Sé propôs à Fraternidade integrista São Pio X um documento “doutrinal” a ser aceito rapidamente, condição prévia a uma “reconciliação eventual e desejada” com Roma, de acordo com um comunicado. O Padre Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, explicou à imprensa que “a solução mais provável” para a Fraternidade seria, em caso de acordo, que ela se tornasse uma “prelazia pessoal”  do Papa, como é, por exemplo, o Opus Dei.
Um encontro de duas horas e meia ocorreu à portas fechadas no Vaticano, entre o superior da Fraternidade, Dom Bernard Fellay, e o Cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, num “clima cordial e correto” , disse o Padre Lombardi. De acordo com o comunicado publicado ao fim deste encontro que conclui dois anos de negociações difíceis, a “Congregação para a Doutrina da Fé toma por base fundamental para a plena reconciliação com a Sé Apostólica a aceitação do Preâmbulo Doutrinal que foi entregue durante o encontro de quarta-feira”. “Durante a mesma reunião, foram propostos alguns elementos em vista de uma solução canônica para a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que seguiria a eventual e esperada reconciliação” , acrescentou a Santa Sé.
É neste quadro que uma “prelazia pessoal” poderia ser criada, preferivelmente a um “ordinariato” que tinha sido proposto em 2009 aos anglicanos dissidentes, explicou o Padre Lombardi. A resposta da Fraternidade deverá ser dada num prazo bastante rápido, podendo ir de um mês a alguns meses, disse ele. Dom Fellay, em contrapartida, não se encontrou com o Papa, que dava a audiência geral semanal perto do lugar da reunião, precisou ainda.

Rezemos pela FSSPX para que possa aceitar a proposta do papa.
Advogada Nossa, Rogai por nós!

terça-feira, 28 de junho de 2011

60 ex-pastores anglicanos foram ordenados padres católicos no dia de Pentecostes.

Notem o paramento os cânticos são tradicionais mas a missa infelizmente foi a progressista,bom pelo menos aparenta ser, e sem carismatísmo mas demos graças a Deus por isso e rezemos por este novo clero!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Novo passo na “reforma da reforma”: comunhão apenas na boca em Missa do Papa em San Marino.

  Cerca de dois terços da população de San Marino assistiram a Santa Missa celebrada pelo Papa Bento XVI neste domingo, em sua rápida visita ao pequeno país europeu. Missa celebrada com as já conhecidas práticas do atual cerimonial pontifício: amplo uso do latim, canto gregoriano, cânon romano, etc. Mas a deste domingo traria ainda um novo passo no programa de “reforma da reforma” que está sendo implementado gradativamente por Bento XVI, por ora ainda com medidas que visam dar exemplo. Foi anunciado logo no início da celebração:

“Neste domingo da Santíssima Trindade, nossa Igreja diocesana se encontra unida com o Sucessor de Pedro para a celebração da Santa Missa, fonte e cume da vida nova em Cristo. Queremos viver este momento em comunhão com a Igreja universal, presidida na caridade por Sua Santidade, o Papa Bento XVI. Por esta razão, chamamos a atenção agora sobre o modo de receber a Sagrada Comunhão. (…) Os fiéis que, depois de ter confessado, se encontram atualmente em estado de graça e que, então, apenas eles, podem receber o Santíssimo Corpo do Senhor, se aproximarão do ministro que lhes estiver mais próximo. A Comunhão, segundo as disposições universais vigentes, será distribuída exclusivamente na língüa, a fim de evitar profanações mas sobretudo de educar a se ter uma sempre maior e mais alta consideração para com o Santo Mistério que é a Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não será permitido a ninguém receber a Comunhão em suas próprias mãos. Após ter feito a devida reverência, adoremos a Hóstia que então é apoiada sobre a língua. Aos que não estão impedidos por motivos de espaço ou de saúde, a Comunhão pode ser recebida também de joelhos“.
Vale ainda recordar que o bispo diocesano de San Marino, Dom Luigi Negri, é um dos bispos mais ardorosos na defesa da “linha Ratzinger” [ver aqui] e discursou no recente congresso sobre o Concílio Vaticano II promovido pelos Franciscanos da Imaculada.

Fonte : Fratres in Unum

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Príncipes de Astúrias, herdeiros do Trono Espanhol, apoiam Jornada Mundial da Juventude 2011


Nessa segunda-feira, os Príncipes de Astúrias, Felipe e Letizia, herdeiros do Trono da Espanha, receberam os representantes da Fundación Madrid Vivo e os membros do Comitê Organizador da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A Fundación Madrid Vivo é uma das fundações que estão colaborando para a JMJ seja uma realidade.
Os Príncipes de Astúrias mostraram seu apoio e entusiasmo diante deste  grande acontecimento, de importante projeção internacional e social.
Além disso, manifestaram estar acompanhando de perto os preparativos da
JMJ, que, segundo os organizadores, são uma ocasião única para a Espanha...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Papa recebe em audiência Católicos e Ortodoxos e ganha uma Tiara de presente: UT UNUM SIT!



Dieter Philippi foi quem liderou a comissão que presenteou o Papa junto dos ortodoxos belgas (http://www.dieter-philippi.de/)

A Tiara foi criada na Sofia, Bulgária por Cristãos Ortodoxos do Liturgix studio (http://www.liturgix.com/).

A Tiara foi entregue no desejo da unidade entre os cristão católicos e ortodoxos.

Parabéns para o Dieter e todos os Católicos alemães e  ortodoxos búlgaros pela belíssima iniciativa!
Ut Unum Sint!

(Images do l'Osservatore Romano).


Fonte: A VIDA SACERDOTAL

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Basílica de São Pedro, Missa em rito EXTRAORDINARIO, 15-5-2011

Roma, 15 de maio de 2011. No Altar da Cátedra, o recém-nomeado Cardeal Walter Brandmuller celebrou o Pontifical segundo o rito "tridentino", em latim, de acordo com o Motu Proprio "Summorum Pontificum" de Sua Santidade Bento XVI. A celebração - que contou com grande número de fiéis - estava incluída no III Fórum dedicado ao referido Motu Proprio. A parte musical - excelentemente interpretada - foi confiada ao Coro Gregoriano do Pontificio Instituto de Musica Sacra em Roma, dirigido pelo Maestro Mons. Renzo Cilia, e ao Coro da Fundação Domenico Bartolucci, dirigido por Sua Eminência Rev.ma o Cardeal Maestro Domenico Bartolucci. "Giovani e Tradizioni" agradecem à Fundação Nando Peretti pela sua contribuição à salvaguarda do patrimônio artístico-musical a serviço da liturgia romana antiga.

Graças à Deus!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Em carta, papa Bento XVI lamenta tragédia no Rio

O papa Bento XVI, por intermédio do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, enviou uma mensagem de solidariedade às vítimas do massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira e a toda população carioca. No texto, encaminhado ao arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, o pontífice se declara "profundamente consternado" com o ataque contra "crianças indefesas".
Bento XVI também convoca a população do Rio a repudiar a violência, "que constitui caminho sem futuro", e a construir uma sociedade "fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos". O papa pede que a esperança faça prevalecer "o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança" e abençoa as vítimas.

fonte: YahooBR

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Papa faz alerta sobre risco de alienação das redes sociais

Ao falar de redes como o Facebook, Bento XVI alerta que amizades online não servem como substituto para contato humano real.
Reuters - O Papa Bento 16 expressou aprovação condicional às redes sociais na segunda-feira, elogiando seu potencial mas alertando que amizades online não servem como substituto para contato humano real.
O pontífice de 83 anos, que não tem conta no Facebook, expressou suas opiniões em uma mensagem com um título sério, que poderia funcionar como um tweet: "Verdade, proclamação e autenticidade da vida na era digital."
Ele afirmou que as possibilidades das novas mídias e redes sociais oferecem "uma grande oportunidade", mas alertou sobre os riscos de despersonalização, alienação, falta de autocrítica e sobre o perigo de ter mais amigos virtuais que reais.
"É importante lembrar sempre que o contato virtual não pode e não deve substituir o contato humano real com as pessoas, em todos os níveis de nossas vidas", disse o Papa em mensagem no Dia Mundial da Comunicação da Igreja Católica.
Ele pediu aos usuários de redes sociais para se perguntarem quem são seus vizinhos nesse novo mundo e para que evitem o risco de disponibilidade permanente online acompanhada de "menor presença diante daqueles a quem encontramos em nossa vida cotidiana".
Os vastos horizontes das novas mídias "exigem urgentemente uma séria reflexão sobre a importância da comunicação na era digital", disse.
O papa não mencionou qualquer site ou aplicativo social específico, mas ao longo da mensagem usou frequentemente termos como "compartilhar", "amigos" e "perfis".
Disse também que as redes sociais podem ajudar "o diálogo, o intercâmbio, a solidariedade e a criação de possíveis relacionamentos", mas acrescentou diversos alertas.
"Entrar no ciberespaço pode ser sinal de uma busca autêntica de encontros pessoais com os outros, desde que as pessoas fiquem atentas e evitem perigos como o de se encerrarem em uma espécie de existência paralela, ou de o exposição excessiva ao mundo virtual", disse.
"Na busca de compartilhamento, de amigos, há o desafio de ser autêntico e fiel, e de não ceder à ilusão de construir um perfil público artificial", afirmou.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Lefebvrianos: “Vaticano mais distante dos liberais que de nós”.

Giacomo Galeazzi – La Stampa.it – O diálogo iniciado entre a Santa Sé e o lefebvrianos tradicionalistas de São Pio X ainda demandará tempo, mas há sinais importantes e, no fim das contas, os progressistas têm problemas “muito mais graves” nas relações com Bento XVI. Este é, em síntese, o pensamento expresso por Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade Sacerdotal internacional de São Pio X, em uma entrevista transmitida hoje pela rádio Suíça no 40º aniversário da sociedade sacerdotal, fundada em 1º de novembro de 1970 por Dom Lefebvre. Fellay traçou um balanço um tanto positivo das quatro décadas. Falando do diálogo entre a Santa Sé e os “lefebvrianos” sobre questões doutrinais, iniciado há cerca de um ano, Fellay observou que “se há discussões, é sinal de que é a vontade de ambas as partes alcançar um resultado melhor do que as posições iniciais e este resultado não pode ser outro que não um retorno a uma plena unidade. Mas creio que para atingir esse objetivo ainda será necessário tempo, muita paciência de ambos os lados e não penso que se deva ater a algo de espetacular de imediato”, acrescentou na entrevista à rádio Suíça-Italiana. Fellay especificou que “o Papa está fazendo distinções muito importantes, assim como o secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, Mons. Pozzo, que recentemente insistiu na dita hermêutica da continuidade, ou seja, na necessidade da Igreja permanecer em continuidade com o seu passado, com a sua tradição. Aqui há certamente alguns pontos importantes, muito úteis e mesmo necessários, sobre os quais ambas as partes podem se reencontrar. Creio finalmente que os problemas dos progressistas para com Bento XVI são muito mais graves em consideração aos nossos “, disse. Fellay definiu como uma “fantástica epopéia” os quarenta anos da Fraternidade. “Claramente — acrescentou — é um momento muito difícil para a Igreja e para nós, em todo caso, se olharmos para a fé, para a sua conservação, para a transmissão de tudo o que significa ser católico, o balanço não pode ser senão uma grande, grande alegria”. O diálogo entre a Santa Sé e os “lefebvrianos” se desenvolve de forma reservada e visa trazer de volta a Fraternidade completamente entre as fileiras da Igreja Católica. Entre as primeiras questões sobre a mesa, a aceitação do Concílio Vaticano II.

Fratres in Unum 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sobre esta pedra, edificarei a Minha Igreja

Todos os apóstolos são «pilares da terra» (Sl 74,4), mas são-no em primeiro lugar os dois cuja festa celebramos. Eles são os dois pilares que conduzem a Igreja, através dos seus ensinamentos, da sua oração e do exemplo da sua perseverança. Estes pilares foram alicerçados pelo próprio Senhor. Inicialmente, eram fracos e não eram capazes de guiar, nem a si próprios, nem aos outros. E aqui aparece o grande desígnio do Senhor: se tivessem sido sempre fortes, poder-se-ia pensar que a sua força vinha deles. O Senhor, antes de os fortalecer, também quis mostrar aquilo de que eram capazes, para que todos soubessem que a sua força vem de Deus. O Senhor é que fundou estes pilares da terra, ou seja, da Santa Igreja. É por isso que devemos louvar com todo o coração os nossos santos pais, que suportaram tantos tormentos pelo Senhor e que perseveraram com tanta força. Perseverar na alegria, na prosperidade e na paciência não vale grande coisa. Grande é aquele que é apedrejado, chicoteado, agredido por amor a Cristo, e em tudo isso persevera com Cristo (2Cor 11, 25). É grande ser amaldiçoado e abençoar com São Paulo [...], ser como a escória do mundo e disso tirar glória (1Cor 4, 12-13). [...] E que dizer de São Pedro? Mesmo que nada tivesse suportado por Cristo, bastava ter sido crucificado por Ele para o festejarmos até hoje. A cruz foi a sua estrada.
Fonte: Evangelho Cotidiano


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domingo, 20 de junho de 2010

Discurso do Papa Bento XVI aos bispos do Espírito Santo e Minas Gerais.

Queridos Irmãos no Episcopado,

«chamados a ser santos, junto com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso: Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (1 Cor 1, 2-3). Com estas palavras, acolho a todos vós, amados Pastores do Regional Leste 2 em Visita ad Limina, e vos saúdo com grande afeto na consciência do laço colegial que une o Papa com os Bispos no vínculo da unidade, da caridade e da paz. Agradeço a Dom Walmor as amáveis palavras com que interpretou os vossos sentimentos de homenagem à Sé de Pedro e ilustrou os desafios e problemas que são objeto do vosso empenho a bem da grei que Deus vos confiou nos Estados do Espírito Santo e Minas Gerais.
Vejo que amais profundamente as vossas dioceses e também eu participo intimamente deste vosso amor, acompanhando-vos com a oração e a solicitude apostólica. A nossa é uma bela história com início palpável nas Bulas expedidas pelo Sucessor de Pedro para a ordenação episcopal e naquele «Eis-me aqui» proferido por cada um no início da cerimônia da sua sagração e conseqüente ingresso no Colégio dos Bispos. Dele começastes a fazer parte «em virtude da sagração episcopal e pela comunhão hierárquica com a Cabeça e com os membros» (Nota Explicativa Prévia, anexa à Const. dogm. Lumen gentium), tornando-vos sucessores dos Apóstolos com a tríplice função de ensinar, santificar e governar o povo de Deus.
Enquanto mestres e doutores da fé, tendes a missão de ensinar com audácia a verdade que se deve crer e viver, apresentando-a de forma autêntica. Como vos disse em Aparecida, «a Igreja tem a grande tarefa de conservar e alimentar a fé do povo de Deus, e recordar também aos fiéis (…) que, em virtude do seu batismo, são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 13/V/2007, 3). Ajudai, pois, os fiéis confiados aos vossos cuidados pastorais a descobrirem a alegria da fé, a alegria de serem pessoalmente amados por Deus, que entregou o seu Filho para nossa salvação. Como bem sabeis, crer consiste sobretudo em abandonar-se a este Deus que nos conhece e ama pessoalmente, aceitando a Verdade que Ele revelou em Jesus Cristo com a atitude que nos leva a ter confiança nele como revelador do Pai. Queridos irmãos, tende grande confiança na graça e sabei infundir esta confiança no vosso povo, para que a fé sempre seja guardada, defendida e transmitida na sua pureza e integridade.
Como administradores do supremo sacerdócio, haveis de procurar que a liturgia seja verdadeiramente uma epifania do mistério, isto é, expressão da natureza genuína da Igreja, que ativamente presta culto a Deus por Cristo no Espírito Santo. De todos os deveres do vosso ministério, «o mais imperioso e importante é a responsabilidade pela celebração da Eucaristia», competindo-vos «providenciar para que os fiéis tenham a possibilidade de aceder à mesa do Senhor, sobretudo ao domingo que é o dia em que a Igreja – comunidade e família dos filhos de Deus – descobre a sua peculiar identidade cristã ao redor dos presbíteros» (João Paulo II, Exort. ap. Pastores gregis, 39). O múnus de santificar que recebestes impõe-vos ainda ser promotores e animadores da oração na cidade humana, freqüentemente agitada, rumorosa e esquecida de Deus: deveis criar lugares e ocasiões de oração, onde no silêncio, na escuta de Deus, na oração pessoal e comunitária, o homem possa encontrar e fazer a experiência viva de Jesus Cristo que revela o rosto autêntico do Pai. É preciso que as paróquias e os santuários, os ambientes de educação e sofrimento, as famílias se tornem lugares de comunhão com o Senhor.
Enfim, como guias do povo cristão, deveis promover a participação de todos os fiéis na edificação da Igreja, governando com coração de servo humilde e pastor afetuoso tendo em vista a glória de Deus e a salvação das almas. Em virtude do múnus de governar, o Bispo está chamado também a julgar e disciplinar a vida do povo de Deus confiado aos seus cuidados pastorais, através de leis, diretrizes e sugestões, como previsto na disciplina universal da Igreja. Este direito e dever é muito importante para que a comunidade diocesana permaneça unida no seu interior e caminhe em sincera comunhão de fé, de amor e de disciplina com o Bispo de Roma e com toda a Igreja. Para isso, não vos canseis de alimentar nos fiéis o sentido de pertença à Igreja e a alegria da comunhão fraterna.
Entretanto o governo do Bispo só será pastoralmente proveitoso «se gozar do apoio duma boa credibilidade moral, que deriva da sua santidade de vida. Tal credibilidade predisporá as mentes para acolherem o Evangelho anunciado por ele na sua Igreja e também as normas que ele estabelecer para o bem do povo de Deus» (Ibid., 43). Por isso, plasmado interiormente pelo Espírito Santo, cada um de vós faça-se «tudo para todos» (cf. 1 Cor 9, 22), propondo a verdade da fé, celebrando os sacramentos da nossa santificação e testemunhando a caridade do Senhor. Acolhei de coração aberto quantos batem à vossa porta: aconselhai-os, confortai-os e apoiai-os no caminho de Deus, procurando guiar a todos para aquela unidade na fé e no amor da qual, por vontade do Senhor, deveis ser princípio e fundamento visível nas vossas dioceses (cf. Const. dogm. Lumen gentium, 23).
Queridos Irmãos no Episcopado! Ao concluir este nosso encontro, desejo renovar a cada um de vós os meus sentimentos de gratidão pelo serviço que prestais à Igreja com viva dedicação e amor. Por intercessão da Virgem Maria, «exemplo daquele afeto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens» (Ibid., 65), invoco de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, sobre o vosso ministério a abundância dos dons e consolações celestes e concedo-vos, extensiva aos sacerdotes e diáconos, aos consagrados e consagradas, aos seminaristas e aos fiéis leigos das vossas comunidades diocesanas, uma particular Bênção Apostólica.

FONTE:FRATRES IN UNUM