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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Satanismo social

Por que Nossa Senhora Chora?
Satanismo social


“Quando um espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso; não o achando, diz: Voltarei à minha casa, donde saí. Chegando, acha-a varrida e adornada. Vai então e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele, e entram e estabelecem-se ali. E a última condição desse homem vem a ser pior do que a primeira” (Lc 11, 24-26).
Tal é a advertência que Nosso Senhor nos faz no Evangelho, para que estejamos prevenidos contra o demônio que volta. Vale ela também para a esfera social? Ou seja, todo um país ou toda uma área de civilização, da qual o demônio foi previamente exorcizado, pode estar sujeita a um retorno de Satanás e seus asseclas, criando uma infestação ainda pior do que a primeira?
Plinio Corrêa de Oliveira acreditava que sim. Explica ele que a cristianização do Ocidente teve seu apogeu na Idade Média, com a conseqüente eliminação (como fenômeno social) das religiões e práticas satanistas do mundo pagão. Porém, a partir do século XIV, iniciou-se um processo de decadência — a Revolução — que, tendo por etapas o Renascimento, a pseudo-reforma protestante, a Revolução Francesa e o comunismo, tende a um estado de coisas cada vez mais distante dos princípios católicos; e visa, em última análise, à aceitação do satanismo. É o demônio que volta de modo ainda mais terrível, porque trazido no carro da apostasia do Ocidente.
O acerto dessa previsão vem sendo largamente comprovado por numerosos fatos de alcance social no mundo contemporâneo: incursões do rock satânico, multiplicação das blasfêmias e sacrilégios, aumento de cultos diabólicos ou suspeitos de tal, proteção concedida a ritos mágicos provenientes da África ou indígenas, uso crescente de drogas, processos de autodemolição da Igreja e da sociedade civil, etc.
Serve ainda como caldo de cultura para a proliferação do satanismo a enorme infelicidade que os resultados do processo revolucionário trouxeram para os homens, em lugar da prometida felicidade.
Nesse contexto, adquire especial relevância a entrevista concedida à Agência Zenit em 1º-3-09 pelo presidente da Associação Italiana de Psicólogos e Psiquiatras Católicos, Dr. Tonino Cantelmi, da qual extraímos o que segue.
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Dr. Tonino Cantelmi
“Nos dias de hoje, entre as diversas formas de desvio juvenil, assistimos à expansão do fenômeno do satanismo cultural, cada vez mais preocupante, com a cumplicidade da fácil disponibilidade de conteúdos esotéricos na internet e a falta de valores fortes na família.
“Segundo nossos cálculos, na Itália há cerca de cinco mil pessoas que são afetadas diretamente por um tema satânico, mas estamos assistindo a um satanismo cultural e ao desenvolvimento de um satanismo ateu, no qual Satanás é a ocasião para um ulterior encobrimento, é uma evolução.

 
“Se até pouco tempo atrás o satanismo se escondia por trás das sombras das cidades ou nos povoados, hoje, em rede, ele adquiriu pleno direito de cidadania: converteu-se em um produto de consumo.
“Na amostragem examinada, 76% dos casos se interessam por magia, cartomancia, ritualismo, iniciação, esoterismo, enquanto o contato com material satânico é facílimo em 78% dos casos, sobretudo através da música, cinema, livros e internet.
“Mais da metade dos jovens confessa que tem curiosidade pelo satanismo; 1 de cada 3 jovens declara sentir-se atraído; 10% dizem que, se Satanás lhes assegurasse a felicidade, não teriam dificuldade em segui-lo, sinal este de infelicidade e do sofrimento que há no mundo atual”(http://www.zenit.org/article-20941?l=portuguese).
Por isso tudo, Nossa Senhora chora! E só uma intervenção divina, como a profetizada por Ela em Fátima, pode pôr fim à crescente satanização da sociedade. Peçamos, pois, ardentemente essa intervenção.

Revista Catolicismo

Por que Nossa Senhora Chora?

 


Antecipando o inferno
Ufestival do inferno (Hellfest) foi realizado na cidade francesa de Clisson, de 19 a 21 de junho último (cfr. “Correspondance Européenne”, n° 203, julho/2009).
Não há engano na informação. Sim, do “inferno”!





Não se tratou simplesmente de um bando de degenerados que resolveu fazer estrepolias, mas foi um evento patrocinado pela cidade, pelo Conselho Regional da Região do Loire e pelo Conselho Geral do Loire-Atlântico. Estiveram presentes à inauguração a vice-presidente da Cultura, Yanick Lebeaupin e o conselheiro regional, Chloé Le Bail. Tudo oficial, portanto.
Foi figura de destaque no festival um cantor que atende pelo nome de Marilyn Manson, cuja fama consiste em ser o “reverendo da igreja de Satanás”.




Presente também um outro conhecido seguidor dessa “igreja”, chamado Soan, novo ídolo de rock francês, que se apresenta de um modo extravagante que a imprensa se compraz em chamar de “atípico” ou “gótico”: roupas excêntricas, brincos nas orelhas, olhos tingidos.
108 grupos de “música extrema” produziram um total de 15 horas diárias de algazarra. Entre eles, os Destroyer 666, que se proclamam como anti-cristos prontos a “começar o ataque” e a “fazer fogo”. As vítimas dessa ameaça são, sem dúvida, os cristãos, aos quais eles aconselham a “fazer vossas orações”, pois “não escapareis ao martelo de Satanás”. Ao mesmo tempo, diversos cantores incitaram a “queimar os padres”. É o mesmo grupo que, em seu site na Internet, lança mensagens de morte com imagens de torturas, mutilações, rostos monstruosos, corpos retalhados e olhares desesperados.


Segundo o organizador, Ben Barbaud, cerca de 60 mil pessoas participaram do festival.
Um jovem padre enviou um protesto aos patrocinadores, no qual denuncia que o festival contribui “para uma atitude mórbida, que conduziu diversos jovens que eu conheci a se suicidarem; se eu faço esta menção de caráter pessoal, é porque estou em contacto com pais, que ficaram afetados para sempre, e com amigos desses jovens, que estão profundamente chocados” (Présent, 25-6-09).
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Que autoridades patrocinem oficialmente a perversão da juventude, por meio de tais delírios demoníacos, só pode fazer Nossa Senhora chorar... enquanto não chegar o momento de Deus intervir com grande poder e majestade.
Uma ótima intenção para colocar aos pés do presépio neste Natal: que Nossa Senhora obtenha do Menino Jesus que Ele faça cessar de vez a abominável onda de blasfêmias e sacrilégios que se avoluma no mundo moderno.